quarta-feira, 6 de julho de 2011

TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO

Várias expressões são normalmente empregadas para se referir ao uso da tecnologia, no sentido visto, na educação. A expressão mais neutra, “Tecnologia na Educação”, parece preferível, visto que nos permite fazer referência à categoria geral que inclui o uso de toda e qualquer forma de tecnologia relevante à educação (“hard” ou “soft”, incluindo a fala humana, a escrita, a imprensa, currículos e programas, giz e quadro-negro, e, mais recentemente, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão, o vídeo e, naturalmente, computadores e a Internet).
Não há porque negar, entretanto, que, hoje em dia, quando a expressão “Tecnologia na Educação” é empregada, dificilmente se pensa em giz e quadro-negro ou mesmo de livros e revistas, muito menos em entidades abstratas como currículos e programas. Normalmente, quando se usa a expressão, a atenção se concentra no computador, que se tornou o ponto de convergência de todas as tecnologias mais recentes (e de algumas antigas). E especialmente depois do enorme sucesso comercial da Internet, computadores raramente são vistos como máquinas isoladas, sendo sempre imaginados em rede – a rede, na realidade, se tornando o computador.
Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, conseqüentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas tecnologias que as torna transparentes (i.e., invisíveis) a eles.
“Tecnologia na Educação” é uma expressão preferível a “Tecnologia Educacional”, pois esta parece sugerir que há algo intrinsecamente educacional nas tecnologias envolvidas, o que não parece ser o caso. A expressão “Tecnologia na Educação” deixa aberta a possibilidade de que tecnologias que tenham sido inventadas para finalidades totalmente alheias à educação, como é o caso do computador, possam, eventualmente, ficar tão ligadas a ela que se torna difícil imaginar como a educação era possível sem elas. A fala humana (conceitual), a escrita, e, mais recentemente, o livro impresso, também foram inventados, provavelmente, com propósitos menos nobres do que a educação em vista. Hoje, porém, a educação é quase inconcebível sem essas tecnologias. Segundo tudo indica, em poucos anos o computador em rede estará, com toda certeza, na mesma categoria.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sucesso mundial de "Avatar" antecipa futuro promissor para o cinema 3D

LOS ANGELES - O sucesso arrasador de "Avatar", a fantasia futurista que faz uma interação perfeita de atores reais com a magia digital criada por James Cameron, confirma o gosto do público pelo cinema em terceira dimensão e está motivando Hollywood a pensar em novas produções do gênero.
  • Divulgação
    "Avatar" já acumulou um bilhão de dólares em bilheteria em todo mundo e está a caminho de bater o recorde alcançado por outra produção do próprio Cameron, "Titanic", que arrecadou 1,8 bilhão de dólares.
    "O filme atinge todos os públicos, mesmo aqueles que não veriam, a priori, um filme em 3D", explica Jeff Bock, analista da Exhibitor Relations, a empresa que publica semanalmente os resultados da bilheteria na América do Norte.
    O filme pode ser o mais caro da história do cinema - a cifra de 500 milhões de dólares é mencionada em Hollywood -, mas para Bock o risco foi calculado pela Fox, estúdio que produziu o filme.
    "Se você tem um nome da envergadura de James Cameron para realizar um filme em 3D, você pode gastar 500 milhões de dólares sabendo que vai haver retorno", acrescentou.
    "Em apenas três semanas, 'Avatar' se tornou a quarta maior bilheteria de todos os tempos. Os lucros compensaram amplamente os riscos", enfatizou.
  • Divulgação "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton, está entre as estreias em 3D de 2010
    Para ele, "Avatar" marca o início de uma nova era para o 3D em Hollywood. "As ramificações deste sucesso são enormes. Os estúdios agora vão lançar um grande número de projetos nesse formato".
    Segundo os organizadores do primeiro Festival de Cinema em 3D, que acontecerá em dezembro, em Liège, na Bélgica, mais de 150 filmes utilizando este processo se encontram atualmente em fase de desenvolvimento.
    E o fenômeno não se limita apenas aos filmes de animação ou de terror, gêneros tradicionalmente adeptos do 3D.
    "Acho que James Cameron expandiu a definição do que pode ser um filme em 3D", afirmou Jason Constantine, presidente de aquisições e co-produções da produtora Lionsgate.
    Antes, a Disney lançou em 2005 seu primeiro filme em 3D, "O Galinho Chicken Little" em somente 84 telas nos Estados Unidos. Mas já em novembro passado, "Os Fantasmas de Scrooge", de Robert Zemeckis, chegou a 2.000 salas com capacidade de projetar em 3D.
    Agora, em 2010, Hollywood lançará 11 filmes em 3D, com destaque para "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton, "Guardians of Ga'Hoole", de Zack Snyder (diretor de "300 de Esparta" e "Watchmen"), "Shrek forever" e "Toy Story 3". Na fila, para 2012, também estão "Tintin", de Steven Spielberg, com produção de Peter Jackson, de "O senhor dos anéis".
    Os filmes de terror não ficarão de fora da moda e já estão programados "Piranha" - a nova versão do filme realizado em 1978 por Joe Dante -, um novo "Sexta-feira 13" e "Jogos Mortais 7".
    Para Constantine, o 3D vai durar anos e não é uma moda passageira.
    "Houve um verdadeiro renascimento do 3D porque a tecnologia do cinema digital permite uma experiência muito melhor para o público", explica Mark Zoradi, ex-presidente da Walt Disney Motion Pictures Group.
    "Ela dá aos cinéfilos mais uma razão para continuar indo ao cinema. É algo que não se pode experimentar em casa. É algo que chegou para ficar", conclui.

Tecnologia 3D usa lentes para 'enganar' cérebro humano

A grande aposta dos fabricantes de TV para 2010 é colocar no mercado aparelhos com tecnologia 3D. Diversos modelos foram exibidos na Consumer Eletronics Show (CES), feira de produtos eletrônicos realizada em Las Vegas, indicando que essas alternativas de alta tecnologia devem deixar de ocupar somente as salas de cinema para invadir nos próximos anos a sala de estar dos consumidores.
A TV 3D promete mais diversão aos usuários, dando a eles sensações de profundidade: com isso, o telespectador tem a impressão de “entrar” em uma cena e não somente visualizá-la. O sucesso do filme “Avatar”, de James Cameron, confirma a aceitação dessa tecnologia: o título já acumulou US$ 1 bilhão em bilheteria em todo mundo e está a caminho de bater o recorde alcançado por outra produção do próprio Cameron, "Titanic", que arrecadou US$ 1,8 bilhão.

Imitação
A tecnologia 3D nada mais é do que uma imitação dos olhos humanos. Para entendê-la melhor, é preciso compreender o funcionamento da visão, chamada de binocular. Como os olhos são separados, cada um deles vê os objetos e pessoas à volta com uma perspectiva diferente. No cérebro, as imagens são mescladas e a diferença de visão é usada para calcular a distância. Desta forma, cria-se a sensação de profundidade.
Nos filmes convencionais, o ser humano vê somente a altura e largura do que aparece projetado na tela. Já os filmes 3D usam dois projetores, gerando duas imagens. Nesses casos é preciso o uso de óculos para ter a sensação de profundidade. Cada lente dos óculos filtra uma imagem, imitando, assim, as cenas vistas por cada um dos olhos, conforme explicam os desenvolvedores da Sony.
Depois, o cérebro combina as imagens para dar o resultado em três dimensões, com profundidade, distância e posição dos objetos em cena. Como são duas imagens projetadas ao mesmo tempo na tela – softwares se encarregam de enquadrá-las -, sem o uso de óculos o telespectador verá a imagem embaçada.
Alternativas
Algumas salas de cinema já estão adaptadas à tecnologia 3D. Para isso, foram necessárias novas formas de projeção e telas adaptáveis. A aposta é levar o 3D digital para os lares dos usuários. Fabricantes de televisores trabalham em conjunto com canais digitais, players de Blu-Ray e fornecedores de TV a cabo para ter a tecnologia já em 2010.
Uma outra aposta é aproveitar as telas LCD para dar a sensação de profundidade sem o uso de óculos especiais. Para isso, as duas imagens emitidas simultaneamente passam por uma lente no cristal líquido, que faz com que o cérebro perceba apenas uma imagem tridimensional.
O maior problema encontrado até agora é o custo. As próprias salas de cinema 3D já possuem preços bem maiores se comparados aos das salas convencionais – em alguns casos, o preço do ingresso para filmes com a nova tecnologia chega a ser quase o dobro.
Provavelmente, as primeiras televisões 3D só serão acessíveis a públicos de alta renda, como acontece com toda nova tecnologia, até que seu preço caia e o produto se popularize. Até lá, resta se contentar com o cinema para conseguir a sensação de que o telespectador não está apenas assistindo, mas também participando, das cenas exibidas na tela.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO EM PLENO SECULO XXI

Novidades do mundo tecnológico
Atualmente temos muitos e muitos produtos lançados em mercado que atingem um grande percentual em vendas de larga escala, principalmente aparelhos celulares, máquinas digitais, computadores, notebooks e outras novidades criadas a partir do meio tecnológico, e isso acaba gerando uma grande procura no mercado por estes produtos.
ipad da apple
Podemos citar tranquilamente os produtos da linha Apple como um dos responsáveis por tamanha procura na internet, afinal de contas o iPhone teve recentemente sua quarta versão lançada, o iPod também teve sua versão Touch disponibilizada em todo mundo, além também do famoso computador em tablete, que seria o iPad, que conquistou fãs também no mundo todo.
Samsung Galaxy
As novidades que dão certo não param apenas com os fabricantes originais, como exemplo de celulares com as funcionalidades do iPhone podemos citar o Blackberry ou o Samsung Galaxy, que são lançamentos criados justamente para enfrentar a concorrência da “maçãzinha” tão famosa no mundo todo, e isto com certeza acarreta uma boa concorrência, devido que as pessoas procuram por novidades e melhores preços.
Há quem prefira sempre manter uma mesma marca de produtos e trocar apenas os modelos ou versões, como por exemplo, se uma pessoa tem por costume comprar apenas aparelhos da Nokia, com certeza irá procurar por novos lançamentos desta mesma marca para trocar apenas de aparelho mas não de marca, e o grande desafio de novas marcas é justamente conquistar um mercado que já está conquistado por outras marcas.
Embora a grande badalação da atualidade sejam os celulares ou computadores moderníssimos, temos também envolvidos nos lançamentos tecnológicos as câmeras digitais, reprodutores de áudio e até mesmo automóveis criados com os mais altos índices de tecnologia conhecidos até hoje, afinal de contas um novo modelo de carro não pode ser igual ao anterior, precisa sim ter algo a mais, ou seja, a grande aposta é na tecnologia de ponta para carros recém saídos do papel e que vão diretamente para as ruas do mundo todo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

NOTICIA

O fascínio pelas tecnologias
Lemos, com freqüência, que as tecnologias de comunicação estão provocando profundas mudanças em todas as dimensões da nossa vida. Elas vêm colaborando, sem dúvida, para modificar o mundo. A máquina a vapor, a eletricidade, o telefone, o carro, o avião, a televisão, o computador, as redes eletrônicas contribuíram para a extraordinária expansão do capitalismo, para o fortalecimento do modelo urbano, para a diminuição das distâncias. Mas, na essência, não são as tecnologias que mudam a sociedade, mas a sua utilização dentro do modo de produção capitalista, que busca o lucro, a expansão, a internacionalização de tudo o que tem valor econômico.
Os mecanismos intrínsecos de expansão do capitalismo apressam a difusão das tecnologias, que podem gerar ou veicular todas as formas de lucro. Por isso há interesse em ampliar o alcance da sua difusão, para poder atingir o maior número possível das pessoas economicamente produtivas, isto é, das que podem consumir.
O capitalismo visa essencialmente o lucro. Tanto as tecnologias -o hardware- como os serviços que elas propiciam -os programas de utilização- crescem pela organização empresarial que está por trás e que as torna viáveis numa economia de escala. Isto é, quanto maior a sua expansão no mercado mundial, mais baratas se tornam e, com isso, mais acessíveis.
As tecnologias viabilizam novas formas produtivas. As redes de comunicação permitem o processo de distribuição "just in time", em tempo real, com baixos estoques. Permitem a produção compartilhada, o groupware, permitem o aparecimento do tele-trabalho -poder estar conectado remotamente à sede da empresa e a outros setores, situados em lugares diferentes. Mas tudo isso são formas de expressão da expansão capitalista na busca de novos mercados, de racionalizar custos, de ganhar mais.
A rede Internet foi concebida para uso militar. Com medo do perigo nuclear, os cientistas criaram uma estruturação de acesso não hierarquizada, para poder sobreviver no caso de uma hecatombe. Ao ser implantada a rede nas universidades, esse modelo não vertical se manteve e com isso propiciou-se a criação de inúmeras formas de comunicação não previstas inicialmente. Todos procuram seus semelhantes, seus interesses. Cada um busca a sua "turma".Ninguém impõe o que você deve acessar na rede. Nela você encontra desde o racismo mais agressivo ou a pornografia mais deslavada até discussões sérias sobre temas científicos inovadores.
A Internet continua sendo uma rede para uso militar. Também continua sendo utilizada para pesquisa no mundo inteiro.Mas agora existe também para todo tipo de negócios e formas de comunicação. A tecnologia basicamente é a mesma, mas hoje está mais acessível, com mais opções, mais mercados, mais pessoas.
É possível criar usos múltiplos e diferenciados para as tecnologias. Nisso está o seu encantamento, o seu poder de sedução. Os produtores pesquisam o que nos interessa e o criam, adaptam e distribuem para aproximá-lo de nós. A sociedade, aos poucos,parte do uso inicial, previsto, para outras utilizações inovadoras ou inesperadas. Podemos fazer coisas diferentes com as mesmas tecnologias. Com a Internet podemos comunicar -nos -enviar e receber mensagens- podemos buscar informações, podemos fazer propaganda, ganhar dinheiro, divertir-nos ou vagar curiosos, como voyeurs, pelo mundo virtual.
Há um novo re-encantamento pelas tecnologias porque participamos de uma interação muito mais intensa entre o real e o virtual.Me comunico realmente -estou conectado efetivamente com milhares de computadores- e ao mesmo tempo, minha comunicação é virtual: eu permaneço aqui, na minha casa ou escritório, navego sem mover-me, trago dados que já estão prontos, converso com pessoas que não conheço e que talvez nunca verei ou encontrarei de novo.
Há um novo re-encantamento, porque estamos numa fase de reorganização em todas as dimensões da sociedade, do econômico ao político; do educacional ao familiar. Percebemos que os valores estão mudando, que o referencial teórico com o qual avaliávamos tudo não consegue dar-nos explicações satisfatórias como antes. A economia é muito mais dinâmica. Há uma ruptura visível entre a riqueza produtiva e a riqueza financeira. Há mudanças na relação entre capital e trabalho. Na política diminui a importância do conceito de nação, e aumenta o de globalização, de mundialização, de inserção em políticas mais amplas. Os partidos políticos tornam-se pouco representativos dessa nova realidade. A sociedade procura através de movimentos sociais, ONGs, novas formas de participação e expressão. E ao mesmo tempo que nos sentimos mais cosmopolitas -porque recebemos influências do mundo inteiro em todos os níveis- procuramos encontrar a nossa identidade no regional, no local e no pessoal; procuramos o nosso espaço diferencial dentro da padronização mundial tanto no nível de país como no individual.